Lee Gibson alega que casa de apostas deveria tê-lo identificado como jogador compulsivo
O empresário britânico Lee Gibson, 47 anos, entrou com ação contra uma casa de apostas buscando recuperar cerca de 1 milhão de libras — valor equivalente a mais de R$ 7 milhões — perdido em apostas esportivas na Betfair. O caso começou a ser julgado nesta quarta-feira (8) pelo Tribunal de Apelação do Reino Unido.
Acusações principais
Gibson afirma que a operadora deveria tê-lo identificado como um apostador compulsivo e impedido de continuar fazendo apostas. Entre 2009 e 2019, ele realizou mais de 30 mil apostas na plataforma, com apostas individuais que chegaram a 20 mil libras em partidas de pouca relevância. A conta foi encerrada somente após as perdas milionárias.
Dados apontados pela defesa
Segundo o advogado Yash Kulkarni KC, a casa de apostas dispunha de sinais suficientes para reconhecer comportamento problemático, como:
- tentativas recorrentes de recuperar prejuízos;
- padrão de apostas atípico (alto volume e valores elevados em eventos irrelevantes);
- tratamento VIP recebido por Gibson — gerente exclusivo e convites para eventos esportivos.
Esses elementos, segundo a defesa, deveriam ter levado a operadora a intervir e limitar ou suspender o acesso do cliente.
Histórico judicial
Em 2024, a ação já havia sido rejeitada pela Corte, quando o juiz Nigel Bird concluiu que Gibson havia enganado a empresa ao declarar possuir capacidade financeira para apostar. Agora, Gibson recorre da decisão, argumentando que a casa de apostas descumpriu normas da licença ao não interromper o serviço diante de sinais claros de vício.
O que está em jogo
O desfecho pode influenciar a forma como operadoras identificam e tratam sinais de jogo problemático, além de abrir precedentes para outras ações semelhantes caso a Corte reconheça a responsabilidade da empresa.
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